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Portuguesa Coral quer 5 por cento do mercado angolano de cervejas em 2006   [ 2006-03-14 ]


Lisboa, Portugal, 14 Mar – A Empresa de Cervejas da Madeira, detentora da marca Coral, quer fazer de Angola o seu principal destino de exportação, alcançando uma quota de cinco por cento do mercado este ano, revelou hoje ao Macauhub o presidente da empresa.

Miguel de Sousa disse que o crescimento passa pelo reforço de acções de promoção, nomeadamente uma nova campanha publicitária já lançada em Luanda e no Lobito, e pelo reforço da rede de logística e distribuição, tendo sido designado no final do ano passado um novo representante para Angola.

Os cinco por cento de quota, explicou, equivalem a perto de dois milhões de litros, e só quando a cervejeira alcançar um volume de vendas na casa dos 10 milhões será “interessante” instalar uma fábrica em Angola, que seria a primeira no estrangeiro depois de Cabo Verde.

“Tivemos convites para nos associarmos a produtores locais, mas não conhecemos bem o mercado e optámos por esperar”, afirmou Sousa ao MacauHub em Lisboa.

O investimento em Angola, disse, vai depender de “como correm as coisas nos próximos dois a três anos”, no que diz respeito a vendas.

Fundada em 1872, a Empresa de Cervejas da Madeira é actualmente a terceira maior portuguesa, atrás da Unicer e Centralcer, que também já estão presentes em Angola, disputando o mercado com a angolana Cuca.

Segundo Sousa, a entrada em Angola não é “um ataque” às outras cervejeiras portuguesas, até porque “existe espaço para todas as marcas, dadas as taxas de crescimento previstas”.

A confirmarem-se as perspectivas de crescimento das exportações para Angola, este mercado vai passar a representar perto de 10 por cento das vendas da Coral, referiu.

Os outros dois principais mercados são a Grã-Bretanha e a Venezuela, designados “mercado da saudade”, devido à presença de numerosas comunidades emigrantes da ilha da Madeira, de onde a cervejeira é originária.

Em Cabo Verde, a Coral é actualmente líder de mercado, com uma quota de perto de 40 por cento, adiantou Miguel de Sousa.

A Empresa de Cervejas da Madeira chegou a ganhar a privatização da Companhia de Cervejas de Moçambique, em 2000, mas as negociações subsequentes com o Governo acabaram por fracassar, estando desde então suspensos os planos para entrar naquele mercado e da África do Sul. (macauhub)


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