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Cooperação chinesa já trabalha em São Tomé e Príncipe

Quatro equipas técnicas de cooperantes chineses estão já activas em São Tomé e Príncipe, tirando partido da experiência de alguns elementos em outros países africanos de língua portuguesa e em Macau para atender às muitas necessidades do arquipélago.

A cerca de um mês da assinatura do acordo de cooperação entre São Tomé e Príncipe e a China, em Pequim, que virá retomar uma ligação interrompida há quase duas décadas, a Macauhub acompanhou em São Tomé as equipas para as áreas da agricultura, energia, saúde e combate ao paludismo.

Na central eléctrica de Santo Amaro, a principal do país, o chefe da missão chinesa de energia, Huang Tao, e a sua equipa, trabalham lado a lado com os funcionários são-tomenses da concessionária estatal Empresa de Água e Electricidade.

Dois dos 5 geradores estavam parados quando chegaram e, a 20 de Janeiro, conseguiram reparar um deles, em menos de 24 horas. O segundo irá retomar o funcionamento assim que chegarem peças, aumentando significativamente a produção em Santo Amaro, que gera mais da metade da electricidade para São Tomé, cidade que sofre de “apagões” esporádicos.

“Estamos na fase inicial e penso que de futuro que teremos mais resultados. Na nossa área de intervenção pretendemos analisar com o governo o aumento da capacidade de produção, nomeadamente através de energias renováveis, que terão custos menores e serão mais amigas do ambiente. A central actual utiliza apenas combustíveis, tendo por isso custos de funcionamento elevados”, disse Huang à Macauhub.

Também em São Tomé já estão 5 médicos e 3 funcionários de apoio, uma equipa liderada por Jingqiang Wang, que mantém contactos com o Ministério da Saúde para avaliar as necessidades.

Numa fase de avaliação está ainda o jovem investigador de ciências médicas Li Mingqiang, da universidade médica de Cantão, conhecida pela sua competência em prevenção e tratamento de paludismo.

Após a conclusão da fase de avaliação, o próximo passo será a importação de equipamentos laboratoriais da China.

Intenção de trazer tecnologia e experiência chinesa tem também Hou Xiaoping, chefe da equipa técnica agrícola, que nas suas primeiras avaliações identificou como produtos de maior potencial no país o cacau, café e pimenta, tudo produtos que poderão ter mercado na China no futuro, afirma.

Ao introduzir novas sementes e técnicas, a segurança alimentar e a criação de animais podem ajudar a melhorar os meios de subsistência da população, que deverá beneficiar também da introdução de técnicas de produção de biogás, a partir da poluição animal, que pode gerar também adubos. (Macauhub)

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