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BCP aumenta capital e grupo chinês Fosun quer ficar com 30%

A administração do Banco Comercial Português (BCP) aprovou um aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros, montante que servirá para reembolsar os 750 milhões de euros de um empréstimo estatal ainda em falta e para reforçar os capitais próprios, informou a instituição em comunicado ao mercado divulgado segunda-feira.

O aumento de capital é reservado aos actuais accionistas, o preço por acção da Oferta Pública de Subscrição foi fixado em 9,4 cêntimos do euro e, no final da operação, o BCP terá um capital social de 5600 milhões de euros representado por mais de 15 113 milhões de acções.

A sociedade Chiado (Luxemburgo), do grupo chinês Fosun, que controla actualmente 16,67% do capital social do banco, apresentou já uma ordem de compra “antecipada e irrevogável” no sentido de aumentar a sua participação para 30% do capital do BCP.

O comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários adianta que o grupo chinês compromete-se a manter as acções do BCP durante três anos contados a partir de 18 de Novembro de 2016.

A administração do BCP informou igualmente que, embora a estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) tenha obtido autorização do Banco Central Europeu para reforçar também para 30% a sua participação no capital do banco, não dispõe de qualquer “informação a respeito de qualquer decisão da Sonangol com referência à oferta, nomeadamente quanto a exercer, alienar e/ou adquirir quaisquer direitos de subscrição.”

A petrolífera angolana, que atravessa um processo de reestruturação profunda da sua actividade na sequência da entrada de novo conselho de administração, controla 14,87% do capital social do banco português.

O banco espanhol Sabadell, outro accionista histórico do BCP, anunciou a saída do capital do banco em Dezembro de 2016, um desinvestimento que provocou um forte abalo na cotação do banco.

A reunião do conselho de administração serviu, também, para aprovar a entrada de dois novos administradores nomeados pelo grupo Fosun, concretamente João Nuno Palma, que terá funções executivas e o cidadão chinês Lingjiong Xu, não executivo. (Macauhub)

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