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Recursos energéticos em Moçambique com potencial elevado

As oportunidades de exploração de gás natural e outros recursos energéticos vão continuar a aparecer em Moçambique e o interesse cada vez maior nas energias parece ter ainda “muito para dar”, afirma a Economist Intelligence Unit (EIU).

No seu mais recente relatório sobre Moçambique, a EIU salienta que os 12 novos blocos para exploração de gás natural que as autoridades vão concessionar no início do próximo ano são adjacentes àqueles em que recentemente foram feitas descobertas “de nível mundial”, avaliadas num total de 130 biliões de pés cúbicos.

Esta ronda, adianta, “é mais um marco no desenvolvimento do novo e prolífico sector energético moçambicano e os blocos a serem oferecidos podem conter novos recursos de grande dimensão”.

Três dos blocos situam-se na bacia do Rovuma e os restantes em novas áreas, como a província do Niassa, no noroeste do país, até agora inexplorada.

Tendo em conta as enormes descobertas recentemente anunciadas pelos grupos italiano ENI e norte-americano Anadarko Petroleum na bacia do Rovuma (província de Cabo Delgado), Moçambique está a tornar-se “num produtor energético de importância global”.

Contudo, com a produção de gás natural no projecto LNG da Anadarko a uma distância de cinco anos ainda, na melhor das hipóteses, a “era da energia para o país” irá levar tempo a chegar.

Isto permite abrir “grandes novas fontes de receitas para o governo, que eventualmente ultrapassarão o valor total do actual orçamento de Estado, incluindo ajuda estrangeira”, adiantam os economistas da EIU.

O processo é acompanhado por grandes petrolíferas internacionais, como a Shell, Exxon-Mobil, BP, Petronas e Sasol.

Apesar da nova ronda, a EIU mantém as suas previsões de crescimento para Moçambique, uma vez que estas já se baseavam em investimentos significativos em unidades de produção de gás natural liquefeito e outras infra-estruturas.

Beneficiando da robustez na indústria extractiva e tecido produtivo, até ao início do quarto trimestre, as previsões de crescimento económico em Moçambique foram revistas em alta interna e externamente.

Segundo estatísticas oficiais moçambicanas, o crescimento económico acelerou no segundo trimestre, para 8%, mais 1,7 pontos percentuais do que no período homólogo, apesar da conjuntura global de abrandamento, que afecta alguns importantes parceiros comerciais.

O Fundo Monetário Internacional reviu em alta a sua previsão de crescimento para este ano, de 6,7% para 7,5%, ficando agora em linha agora com os números do governo, de 7,2% para este ano e de 8,4% para o próximo.

A EIU elevou a sua previsão de crescimento para 7,4%, contra uma anterior previsão de 7,2%.

Com a entrada em funcionamento de operações mineiras de “nível mundial”, caso da operada pela brasileira Vale, o sector mineiro cresceu 54%, apesar de representar por ora apenas 3% do PIB. (macauhub)

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